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A EMISSORA NACIONAL DE RADIODIFUSÃO (EN) |
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Artigo Publicado na “QSP – Revista de Rádio
e Comunicações” de Agosto de 2010
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A Emissora Nacional
de Radiodifusão (EN) inaugurou oficialmente a sua actividade a 1 de Agosto de
1935. Este acontecimento deu-se uma década após as primeiras emissões
regulares de rádio em Portugal e numa altura em que a rádio portuguesa vivia
o seu primeiro período áureo. Obra do Estado Novo, a EN manter-se-ia sem desvios
no seu rumo até o dia 25 de Abril de 1974. Os primeiros passos
para o nascimento da EN foram dados a 16 de Outubro de 1931, quando o
Conselho de Ministros autorizou a Administração-Geral dos Correios e
Telégrafos a abrir concurso para a construção de uma estação emissora de
radiodifusão sonora As primeiras
emissões experimentais |
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A Inauguração
da Emissora Nacional prolongou-se de A Emissora
Nacional – cujo lema era “Cantando espalharei por toda a parte” - copiava o modelo das suas congéneres europeias, em
especial a B.B.C., mas não era um instrumento independente do poder politico,
tendo sido concebida a pensar em controlar a informação que chegava às massas
orientando-as na sua doutrina, pois era um instrumento privilegiado de
propaganda. As emissões da
EN eram efectuadas por locutores de alta qualidade sendo parte delas
preenchidas com concertos pelas orquestras da Emissora Nacional, por teatro
radiofónico, palestras, notícias, etc. A EN criou, ainda, o Centro de
Formação de Artistas da Rádio, de onde saíram grandes nomes da música
portuguesa, e o Gabinete de Estudos Musicais, onde Joly
Braga Santos, Ruy Coelho, e outros, criaram grandes
composições. Apesar dos 20
kW do emissor de Onda Média, a EN não era escutada em condições no Norte do
país e para colmatar essa situação formou uma parceria com a Sonora Rádio, do
Porto, que fazia de retransmissor. Esta parceria durou até ser instalado um
emissor próprio da EN na cidade Invicta. |
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Nos anos que se
seguiram à inauguração oficial da EN, foram feitas várias alterações no
funcionamento da estação. Em
Até à revolução dos
cravos, em 25 de Abril de
Quando a 2 de
Dezembro de 1975 é decretada a nacionalização das emissoras portuguesas, foi
criada a Empresa Pública de Radiodifusão, um organismo que congregava todas as
emissoras do continente, excepto a Rádio Renascença, a Rádio Altitude (Guarda)
e a Rádio Pólo Norte (Caramulo). Em
Nova reorganização
interna é efectuada em 1979, sendo criada a Rádio Comercial que, juntamente com
os programas emitidos a partir dos centros regionais, passa a transmitir
publicidade, entrando assim em concorrência directa com os operadores privados.
Nova transformação é efectuada em 1993, tendo sido privatizada a Rádio
Comercial e a publicidade deixa definitivamente de ser transmitida nos canais
da RDP. É adquirido um novo edifício nas Amoreiras, em Lisboa, que passa a
abrigar os sectores técnico e de produção. Em 1994, cria-se a Antena 3. e a RDP é transformada em sociedade anónima de capitais
exclusivamente públicos. No ano seguinte, surge a RDP África, um novo canal
vocacionado para os países africanos de língua portuguesa. Em 1998, passa a
dispor do sistema Digital Audio Broadcasting (DAB), mas
que se limita a ser uma via alternativa para as emissões
A
última grande reorganização é feita em 2004, quando a Radiodifusão Portuguesa
se funde com a Radiotelevisão Portuguesa, denominando-se a nova empresa pública
de Rádio e Televisão de Portugal. Ao longo da última década, e dada a
penetração da Internet, são criadas webradios temáticas, que se juntam às emissoras radiofónicas
hertzianas da RTP.
Devido
às fracas audiências e, também, à difícil situação económica portuguesa, a
Rádio e Televisão de Portugal deu por terminadas as emissões em DAB em 2011 e
fechou a RDP Internacional, colocando um ponto final a 75 anos de emissão

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Ultima actualização: 01 de Outubro de 2011