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A RÁDIO EM DATAS EM PORTUGAL |
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1878
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A revista “O Instituto”, de Março,
publicou um artigo do professor Adriano de Paiva com o titulo
“A telefonia, a telegrafia e a telescopia”. De
salientar que a invenção da televisão foi baseada nalgumas das teorias de
Adriano de Paiva. O artigo foi também publicado em França
com o titulo “La Telescopie
electrique - Basée sur le
emploi du Selénium.” |
1900
O capitão de artilharia Eduardo Pellen escreve, na Revista do Exercito e da Armada,
um artigo sobre a Telegraphia Sem Fio e
a sua utilidade no campo de batalha.
1901
A 12 de Fevereiro de 1901, o jornal
“Diário de Notícias” dava conta do interesse do governo português na Telegrafia
Sem Fios para fins comerciais, tendo incumbido a Direcção Geral dos Correios
e Telegraphos de adquirir os aparelhos de T.S.F.,
que podiam ser do sistema Marconi ou de outro semelhante e realizar uma
experiência entre o castelo de S. Jorge e Palmela. Segundo o governo estes
aparelhos seriam depois colocados noutros locais onde seriam úteis à navegação
ou ao comercio.
Estas experiências não chegaram a ser
efectuadas e o material que chegou a Portugal foi destinado ao exército.
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A 25 de Fevereiro,
noticiava o correspondente de Paris do jornal “O Século” que «(...) O engenheiro electricista Galbraille
partiu para Lisboa, onde vae tomar parte nas
experiencias da telegraphia sem fios, pelo systhema Tesla. Este ultimo
espera communicar facilmente entre Nova Jersey e a
costa de Portugal.» Se a experiência se fez, ou não, não há
registos que o demonstrem, mas se esta situação se deu, então realizou-se
muito antes do feito de Marconi que terá efectuado a primeira transmissão
através do atlântico em 12 de Dezembro de 1901. |
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A 9 Março é feito o primeiro
contacto via rádio (em Morse), em Portugal, entre o Forte da Raposeira, na
Trafaria, e o forte do Alto da Ajuda. Foram operadores desta primeira ligação o
capitão João Severo da Cunha e o tenente Pedro Alvares.
Nas manobras militares navais conjuntas com
navios da armada inglesa, a 19 de Agosto, trocaram-se mensagens
via T.S.F. entre o cruzador “D. Carlos” e navios ingleses.
São aprovados em finais de Dezembro,
os princípios gerais dos Correios e Telegraphos.
Juntamente com estes decretos são aprovados outros que «(...)
limitam no governo o direito de executar experiências e ensaios de telegraphia, eléctrica ou de outra espécie, comprehendendo neste exclusivo a telegraphia
sem fios.(...)».
1902
A 26 de Maio são efectuadas algumas
experiências de T.S.F., com pessoal dos Correios e Telegraphos.
Trocaram-se mensagens entre a estação de semáforos de Cascais e o cruzador “D.
Carlos”. Esta estação estava equipada com um equipamento da marca Slaby & Arco. Estas experiências
prolongaram-se durante quase todo o Verão.
Em Portugal são feitos ensaios de T.S.F.
por José Celestino Soares, um aluno da Escola Politécnica de Lisboa.
1903
O navio mercante “Portugal” é equipado com
um sistema de T.S.F. da marca Slaby &
Arco, tornando-se no primeiro barco civil português equipado com um sistema
de telecomunicação sem fios.
1905
A Direcção Geral de Telegraphos,
Correios e Telefones firmou um contrato provisório com a Eastern Telegraph
para a montagem de postos radiotelegráficos nos Açores.
1907
O contracto que a Direcção Geral de Telegraphos, Correios e Telefones firmou com a Eastern Telegraph
passou a definitivo.
É publicado
em Lisboa o livro “A Telegraphia Sem Fios” da
autoria de Amadeu Vasconcelos.
1908
A 10 de Julho é publicada uma lei
sobre a T.S.F. proibindo o seu uso fora do estado.
1909
A revista “Electricidade e Mecânica” inicia a sua publicação na cidade de Lisboa, sob a direcção
do Engenheiro Luiz de Sequeira Oliva Júnior.
1911
Em 25 de Maio, é criada a
Administração Geral dos Correios e Telégrafos, que fica incumbida e passar as
licenças para radiotelegrafistas.
1912
Alberto Carlos de Oliveira é reconhecido
oficialmente como o primeiro radiotelegrafista português amador. Operava em
Cabo Verde, na Cidade da Praia
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Primeiro contacto do governo português
com a Companhia Marconi para a instalação de vários postos de T.S.F.. A 22 de Maio chega a Lisboa Guglielmo
Marconi para encetar negociações com o governo português. |
Marconi (ao centro) em Lisboa |
1914
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Em Lisboa, Fernando Cardelho de Medeiros
põe em funcionamento um emissor de radio com
capacidade de transmitir em fonia. Na primeira emissão Fernando Medeiros
disse: «Está Lá? Ouve Bem?» O único “senfilista” à
escuta, o Dr. Lomelino, ouviu-o numa Galena a 100 metros de distância. Fernando de Medeiros voltou a emitir no
dia do seu aniversário, a 24 de Abril, mas desta vez com música - ligou uma grafonola ao microfone e emitiu o “Festival de
Wagner. Foi ouvido por 3 “senfilistas”. |
1916
No decorrer da I Guerra Mundial o radiotelegrafista
Alberto Carlos de Oliveira serve de posto intermediário entre a esquadra
britânica no Atlântico Sul e o almirantado em Londres. As mensagens chegavam por
cabo submarino ao arquipélago de Cavo Verde e eram retransmitidas, via TSF,
para a esquadra britânica.
Com a entrada de Portugal no conflito
mundial, o Corpo Expedicionário Português colocou em cada divisão do exercito uma secção de Telegrafia Sem Fios. Dois oficiais
operavam o posto de T.S.F..
1917
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A estação P1AB |
A José Joaquim Sousa Dias de Melo é
atribuída licença de posto de T.S.F. e este transmitiria com o código de
chamada “P1PS”. J. J. Sousa Dias de Melo obteria mais tarde a licença “P1AB”. |
Antena
de P1AB (no Rossio) |
Luís A. Pereira Chaves monta um posto de
Telefonia Sem Fios. O código de chamada era 1PAC.
1918
Fernando dos Santos Pinto, um aluno do Instituto
Superior Técnico, obteve a licença P1AI e monta um posto de T.S.F:, mas, em consequência da situação social bastante
instável em Portugal, um grupo de revoltosos apreendeu-lhe o material, o que o
impediu de continuar em actividade.
Júlio Silva -
futuro proprietário da “Ideal Rádio” - constrói, no Porto, o seu primeiro
emissor e faz chamadas aos colegas “senfilistas”.
Pelo menos ele assim declarou, nos anos 30, a uma revista da especialidade.
1919
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O Comandante Vasconcelos |
É instalado na serra de Monsanto, em
Lisboa, um posto emissor que fez uma emissão com palavra e música pelo
Comandante João Frederico Júdice de Vasconcelos (o futuro 1º. Director da
Companhia Portuguesa Rádio Marconi, em 1925) e pelo escritor Albino Forjaz de Sampaio - o autor de
“Palavras Cínicas” o livro que mais edições teve em Portugal no século XX. Na
altura da morte do escritor, em 1949, contava já com 46 edições. A emissão
fez furor na imprensa da época. |
Albino Forjaz de Sampaio |
1922
A
2 de Junho é inaugurado o posto de T.S.F. da ilha da Madeira. Este posto
ficou instalado no edifício da estação telegráfica do Funchal. No dia anterior
foram feitas experiências em que se estabeleceu contacto com um vapor inglês,
que navegava a 150 milhas, e com um barco português a 400 milhas de distância.
Foi igualmente efectuado um contacto com a estação de T.S.F. de Las Palmas, nas ilhas Canárias.
É ratificada a lei 1353, a 22 de
Setembro, que autoriza o governo a conceder à Marconi´s
Wireless Telegraph Company Limited a exploração
de postos de comunicação via rádio.
A companhia Inglesa fica assim com o
monopólio da “via rádio” internacional, mas em contrapartida a Marconi tem de
criar uma companhia portuguesa para explorar a Telegrafia Sem Fios em
território nacional.
1923
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É fundada, na cidade do Porto, a casa
“O.R.S.E.C.” - Oficinas de Rádio, Som,
Electricidade e Cinema - dos irmãos Abílio,
António, Francisco e Jorge Oliveira. Esta
casa começou por comercializar equipamentos eléctricos e, nos anos trinta,
fundou a rádio “ORSEC”. |
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Em Setembro, é fundada, em Lisboa, a
primeira associação científica portuguesa de amadores de T.S.F.: a Rádio
Academia.
1924
A 10 de Fevereiro, o governo decide abrir ao público o serviço radiotelegráfico militar,
devido à greve dos funcionários dos serviços telégrafos-postais. Foram disponibilizadas
as estações de Braga, Sintra, (Granja do Marquês), Évora, Lisboa (Ajuda), Porto
(Foz do Douro), Santarém e Vila Real. Estavam abertas entre as 11h e as 18H.
A 30 de Maio, fizeram-se experiencias de radiotelefonia no centro
da cidade de Lisboa, com emissão da direcção da Aeronáutica Militar em
comprimento de onda de 380 metros.
É construído nas oficinas da O.R.S.E.C.,
por Manuel Oliveira, um emissor de Onda Média.
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A 30 de Setembro,
o posto emissor “P1AA”, de Lisboa, mão de Abílio Nunes dos Santos. Este posto
começou por se designar “P1AA – Rádio Lisboa” (futura CT1AA). Por esta altura
as emissões ainda experimentais e muito irregulares. |
Em Maio, é fundado o Rádio Clube de Torres
Vedras por quatro radiófilos locais. Esta associação tinha como objectivo ouvir
as emissões regulares provenientes do estrangeiro e as que, esporadicamente,
eram feitas em Portugal.
A 29
de Julho, Maurisse E. Mussche
(P8AM), colaborador do jornal “O Século”, da secção T.S.F., efectuou uma
alocução para os amadores de Portugal, desde bournemouth,
Inglaterra.
Em 23
de Agosto, Marconi termina a sua visita a Portugal.
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A 9 de
Novembro, sai o primeiro número da revista “T.S.F. em Portugal”. Esta
revista surgiu devido a um número cada vez maior de aficcionados
das comunicações sem fios em Portugal. Em Espanha já existia uma revista
idêntica, desde 1923, com o nome de “Telegrafia Sin
Hios”. |
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É inaugurado estabelecimento comercial
“Rádio Lisboa”, a 24 de Novembro. O seu proprietário, Eduardo Dias, efectuaria
algumas emissões de música e palestras com o nome deste estabelecimento.
Começam a surgir divergências na Rádio
Academia de Portugal e alguns dissidentes fundam a Sociedade Portuguesa de
Amadores de T.S.F..
É instalado, no início de Dezembro, o posto receptor do Jornal
“O Século” destinado a receber notícias do estrangeiro.
1925
Em Fevereiro, surge uma proposta
espanhola para montagem de para a
montagem de estações transmissoras em Lisboa e Porto.
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A estação “P1AA” anuncia emissões
regulares para o dia 1 de Março, com a denominação de “P1AA – Rádio Portugal”. Esta estação tinha
como locutor Adriano
Lopes Vieira, um futuro radioamador que, nos anos 30, deteria o código CT1CW. |
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A 07 de Maio a Administração Geral
dos Correios e Telégrafos manda selar os postos emissores. O governo
desconfiava que estas estações poderiam ter enviado notícias falsas para o estrangeiro
sobre tentativa de golpe militar de 18 de Abril.
A Sociedade Portuguesa de Amadores de
T.S.F. fez várias petições junto das autoridades competentes e a 2 de Julho
A Policia de Segurança do Estado levantou os selos dos postos emissores, que
puderam voltar a transmitir.
A Rádio Academia de Portugal é dissolvida a
30 de Junho. Nesta altura era seu presidente o Conde de Tovar.
A 7 de Novembro, é anunciado no “Diário de
Notícias” que «o amador P.1.A.C., Sr. Eduardo Jacome
Dias, que ainda se encontra em Paris, enviará pelo microfone da estação Radio-Paris esta noite, sábado, pelas 8 horas e 15 minutos,
uma saudação aos senfilistas portugueses».
1926
Na cidade Invicta, em Janeiro, existem emissões experimentais que culminariam na criação da Rádio Porto.
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Em Dezembro
é fundada a REP - Rede de Emissores Portugueses.
Ainda hoje a R.E.P. representa os radioamadores portugueses. |
1927
Coimbra vê aparecer o seu primeiro posto de
rádio: o “CT1CZ – Rádio Coimbra”. Esta estação emitiria regularmente até 1928.
A O.R.S.E.C. tenta colocar em funcionamento um
emissor de Onda Curta construído nas suas oficinas.
1928
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Lisboa passa a ter mais um posto de T.S.F.:
a “CT1BO - Rádio Hertziana”. |
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É fundada na Parede, uma localidade perto
de Lisboa, a “CT1DY”, futuro “Rádio Clube Português”.
Aparece em
Lisboa a “CT1DH”
1929
O Jornal “O Século” de 5 de Janeiro de 1929 apresenta uma curiosa notícia: «As estações
oficiais concederam o indicativo C T 1 A A ao posto
experimental de telefonia sem fios pertencente ao sr.
Capitão Celestino Soares». CT1AA era o indicativo do Posto Rádio de Lisboa,
desde 1924 (naquela altura, P1AA).
O Jornal “O Século” de 14de Janeiro de 1929, apresenta uma
advertência: «os possuidores dos postos de recepção de T.S.F. que captem
notícias para serem divulgadas, quer mediante remuneração, quer gratuitamente,
devem cessar imediatamente com esse procedimento, sob pena de ficarem incursos
nos artigos 268.º e 269.º do decreto de 10 de Maio de 1919, visto tratar-se de
um monopólio do Estado.
Em Março, Coimbra ouve, após quase um
ano de interregno, fados e guitarradas através do posto “CT1CZ - Rádio Coimbra”.
Aparecem em Lisboa a “Rádio Sonora” e a
“Rádio Motorola”.
O Rádio Clube de Portugal, uma associação
de amadores de rádio, é fundado em Outubro. Um dos seus fundadores foi
Fernando Cardelho de Medeiros.
Este clube ficou instalado na Rua António
Maria Cardos, 20, em Lisboa
1930
Surge na Cidade do Porto a “Sonora Rádio” - a segunda estação de radiodifusão da Invicta.
O governo cria debaixo da tutela dos
C.T.T. a Direcção dos Serviços Radioeléctricos e autoriza a aquisição de um
emissor de Onda Média e outro de Onda Curta. Este diploma declara ainda «(...) monopólio do Estado todos os serviços de
radiotelefonia, radiodifusão, radiotelevisão e outros que venham a ser
descobertos e se relacionem com a radioelectricidade».
A publicidade é proibida na rádio neste
ano. Pressões de alguns postos emissores, que diziam que se tratava de pura
especulação comercial, levaram a esta decisão governamental. Foi muito difícil
para as estações de radiodifusão sobreviverem nestas condições.
Abílio Nunes dos Santos Júnior recebe
a Comenda de Mérito Agrícola e Industrial «pelos relevantes serviços prestados
em prol da T.S.F. em Portugal».
1931
É fundada a “Ideal Rádio” na cidade do Porto.
As Oficinas de Rádio, Som, Electricidade e
Cinema montam o posto emissor O.R.S.E.C.
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A “Rádio Clube da Costa do Sol”, ex “CT1
DY - Rádio Parede”, passa a designar-se por “Rádio
Clube Português”. |
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A 21 de Março, sai uma crónica da
responsabilidade do padre Magalhães Costa, no jornal “Diário do Minho”, em que
se defendia uma estação emissora para os católicos em Portugal.
Aparecem mais estações na zona de
Lisboa: a “Alcântara Rádio”, o “Clube Radiofónico de Portugal” e a “Rádio Rio
de Mouro”.
Em Agosto
é dissolvida a Sociedade Portuguesa de Amadores de T.S.F..
No seu n.º 38, a revista “Radio Sciencia”
anuncia que «uma noite destas reuniu a Direcção apresentando o Presidente da
mesma sr. dr.
Couto Nogueira uma proposta de dissolução que foi aprovada sendo nomeada uma
Comissão de liquidação composta pelos srs. Senos,
Flores e Lemos.
Lastimamos
êste facto que representa um enfraquecimento do nosso
meio radiófilo tão preciso
de energias.»
No dia 24
de Setembro começaram a funcionar nos «rápidos» Porto -
Lisboa e vice versa, aparelhos de radiofonia.
1932
António de Oliveira Salazar difunde através
do posto de T.S.F. militar “Rádio Ajuda”, que pertencia ao Regimento de Telegrafistas,
o discurso comemorativo do 6º aniversário da revolução nacional.
Primeiras experiências com um emissor de
Onda Média, para a instalação da futura “Emissora Nacional de Radiodifusão”.
Em Abril na cidade de Coimbra é
fundado o “Rádio Clube do Centro de Portugal”, uma associação de radiófilos.
O jornal “O Século” organiza em 29, 30 e
31 de Maio o primeiro Congresso Nacional de radiotelefonia. Este evento
teve lugar em Lisboa, na sala Portugal da Sociedade de Geografia.
Mais rádios aparecem em Lisboa: a “CT1DS”,
a “Rádio Luso”, a “Rádio Graça” e a “Rádio Amadora”, futura “Rádio S. Mamede”.
No Porto surge a “Invicta Rádio”.
Em Agosto,
é constituído o Clube Radiofónico de Lisboa, na Rua Renato Baptista, 43,
2º. Lisboa.
Em Dezembro
é montado no laboratório de física da Universidade de Coimbra um posto de
rádio.
1933
A “Sonora Rádio”, do Porto, era ouvida em
vários pontos da Europa e Estados Unidos, por isto recebeu da revista americana
“DX’ers Alliance”
o encargo de realizar uma emissão dedicada à América.
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A revista “Renascença -
Ilustração Católica”, no n.º 45, que saiu a 1 de Fevereiro, lançou a
ideia de «(...) um posto emissor ao serviço dos católicos (...)», reforçada
mais tarde no n.º 48 já com a promessa de contribuições para a construção
duma futura estação de rádio. Na edição de Maio da “Renascença” o padre Lopes
da Cruz inicia uma série de artigos destinados aos católicos em favor da
“Emissora Católica Portuguesa”. |
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Aparece na cidade Invicta o
“Electromecânico” posto emissor do Laboratório Técnico Electro
Mecânico e a estação emissora “Branco & Irmão”.
A 14 de Julho o Dr. Antunes Guimarães
profere uma palestra na abertura do Rádio Clube do Porto, uma associação de
radiófilos portuenses.
Já na vigência do Estado Novo é
constituída a Comissão Administrativa dos Estúdios das Emissoras Nacionais. Um
estudo levado a cabo em 1933, e apresentado na lei orgânica da “Emissora
Nacional”, declara que nesse ano o número de radiouvintes não ultrapassava em
muito os dezasseis mil, sendo essencialmente urbanos, distribuídos pelas
cidades de Porto, Lisboa, Coimbra e Braga. Claro que não era alheio ao facto
dos ouvintes serem na esmagadora maioria citadinos a quase nula electrificação
dos meios rurais.
1934
Uma nova estação emissora surge no Porto: a
“CS1RG - Rádio Gaia”. Ficava na Praça da Batalha entre
os cinemas Águia D’Ouro e High
Life (actual cinema Batalha).
Em Abril dá-se uma baixa de
peso no panorama radiofónico português: a estação pioneira “CT1AA”, de Abílio
Nunes dos Santos Júnior, encerra as suas emissões em Onda Média. Esta estação
continuaria, no entanto, a trabalhar em Onda Curta como “CT1AA - Rádio Colonial”.
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A 18 Maio São feitas emissões experimentais
da “Emissora Nacional de Radiodifusão”. Estas transmissões foram escutadas em
vários pontos do país. |
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Em Junho começa a funcionar no Liceu
José Falcão, na cidade de Coimbra, um posto experimental de radiodifusão.
De 22 de Setembro a 10 de Outubro
realizou-se no Estoril o Congresso Internacional de Radiodifusão.
1935
Em Janeiro foi feita em Coimbra a primeira transmissão integral de um
encontro de futebol, em Portugal. O estudante de Direito e radioamador António Madeira
Machado (CT1HZ) efectuou o relato do desafio entre a Associação Académica de
Coimbra e o União de Coimbra desde o campo de Santa Cruz.
A 4 de Agosto nasce oficialmente a
“Emissora Nacional de Radiodifusão”, actual Rádio e Televisão de Portugal
(RTP).
1936
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Iniciam-se em Junho as emissões
experimentais da “Rádio Renascença”, em Onda média, e em Janeiro do ano
seguinte as emissões em Onda Curta. |
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O “Rádio Clube Português” obtém autorização
para a exploração de publicidade radiofónica.
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A revista “Rádio Nacional”, publicação da
“Emissora Nacional.”, é publicada pela primeira vez. |
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1937
É a vez de S. João da Madeira ter uma
estação emissora: a “Rádio Sanjoanense”. Braga tem
também a partir deste ano o posto do “Laboratório Técnico Rádio Emissor”.
Com o rebentar da guerra civil
espanhola, o “Rádio Clube Português” passou a dar apoio a Franco. A voz de Marisabel de La Torre de Colomina torna-se o símbolo emblemático do apoio daquela
emissora aos rebeldes franquistas.
O emissor de 5 kW do “RCP” sofre um
atentado com uma bomba relógio.
A “Emissora Nacional” inicia em Abril
o programa “Hora da Saudade” especialmente dedicado aos pescadores da frota
bacalhoeira da Terra Nova.
1938
É finalmente inaugurada a “Rádio
Renascença”. Já emitia experimentalmente desde 1936.
A 16
de Junho, é criada a Liga dos Amigos da Rádio Renascença. No segundo semestre de 2006, passou a designar-se
LAR – Clube Renascença.
Têm início os “Diálogos” de Olavo d'Eça Leal na “Emissora Nacional”, os quais, com diversos
nomes, duram até finais dos anos 60. Depois de transmitidos isoladamente, foram
integrados em 1942 no programa "Domingo Sonoro".
1939
No Porto uma nova emissora começa a
transmitir: a “Portuense Rádio Clube”.
A 21 de Setembro o Decreto - Lei: nº29.937 suspendia o funcionamento de todas as
estações emissoras de amador, devido à guerra.
Principia na ”Emissora Nacional” o programa
"Que Deseja Ouvir?", título que mais tarde mudou para "Que Quer
Ouvir?". Teve como apresentadores Artur Agostinho (1946), Nuno Fradique
(1954) e Moreira da Câmara (1957).
Começa a ser transmitido, pela “EN”, o
programa "Hora de Arte", dedicado aos operários e que antecede o
"Serão para Trabalhadores", cujo primeiro locutor foi Jorge Alves. Em
1945 o apresentador passou a ser Artur Agostinho e nos anos 50, Fernando
Frazão.
1940
Transformação da “Emissora Nacional” num organismo autónomo, com separação dos CTT (Decreto - Lei nº. 30752).
1941
Os radioamadores portugueses, embora
estivessem proibidos de trabalhar desde 21 de Setembro de 1939, abriram as suas
estações para colaborarem com as entidades oficiais no auxílio às vítimas do
ciclone que assolou o país e que provocou o caos nas comunicações oficiais.
Início da construção da segunda estação
emissora da “Emissora Nacional”, em Castanheira do Ribatejo.
Inauguração dos estúdios do
Porto da “Rádio Renascença”.
Começo dos programas em
português para o Brasil e EUA pela “EN”.
Começa a ser transmitida, pela “EN”, aquela
que é considerada a primeira revista radiofónica: "Como Nasce Uma
Canção". Foram autores Augusto Vieira Pinto, João Villaret e Lucien Donat. A Orquestra era
dirigida por Fernando de Carvalho e tinha apresentação de Maria de Resende e
Igrejas Caeiro.
A 7
de Junho tem início o programa "Domingo Sonoro", na “EN”. Era seu
apresentador José Augusto.
1943
Em Junho encerra no Porto a
“Sonora Rádio”.
Entrada em funcionamento do
emissor de 50kW, Onda Média, de Castanheira do Ribatejo da “Emissora Nacional”.
Surge, na ”EN”, o programa
"Música e Palavras", de Francisco Mata. O programa é interrompido
entre 1945 e 1952 pela ausência do autor na “BBC” em Londres.
1945
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A 17 de Abril, começa a ser
emitido no “Portuense Rádio Clube” “A voz dos ridículos” -
o mais antigo programa da rádio portuguesa (e provavelmente do mundo) que
ainda é radiodifundido. A Rádio
Festival ainda transmite este programa aos fins-de- semana. |
Entrada em funcionamento do emissor de Onda
Curta da “Emissora Nacional”, em Barcarena.
Começam a ser transmitidos novos programas
na “EN”, entre os quais, o "Quinto Programa" -
uma rubrica policial da autoria de Artur Varatojo -
"Enciclopédia", por José Augusto e "Sinfonias Bárbaras", de
Francisco Mata.
1946
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A “Rádio Altitude”, na cidade da Guarda,
começa as emissões experimentais pela mão de José Maria Pedrosa. |
Começa a ser transmitido no emissor de Onda
Média da Parede, do “Rádio Clube Português”, o programa "Passatempos Apa". Produção trissemanal de José Fernando Leitão e
Mário Rodrigues Rocha (inicialmente). Este programa foi sem dúvida o pioneiro
dos espectáculos radiofónicos. A ideia surgiu a José Fernando Leitão,
proprietário da Agência de Publicidade Artística (APA), mas não foi alheio o
parecer e a opinião de Olavo d'Eça Leal.
Os primeiros programas (transmitidos
directamente pelo “RCP”) principiaram, modesta e timidamente, na Casa da
Comarca de Arganil. Com a sua passagem para o extinto Éden Teatro, na Praça dos
Restauradores, em Lisboa, o programa tem outros voos, entre eles
o de apresentar uma orquestra de 24 figuras, com dois
pianos laterais, dirigida pelo maestro Fernando de Carvalho. O programa esteve
"no ar" durante 12 anos.
1947
Em Outubro o Orfeão Académico
instalou na Associação Académica uma aparelhagem sonora transmitindo, música
gravada, palestras e notícias através de um circuito interno de áudio com
altifalantes nas cantinas e átrios das faculdades.
Em Junho Morre o Major Eugénio de Avlilez (CT1AE), fundador da Rede de Emissores Portugueses
O decreto-lei 36340 de 11 de Junho de 1947, termina com a proibição de funcionamento das
estações portuguesas de radioamador, que estavam silenciadas desde o início da
Segunda Guerra Mundial.
A 29 de Julho é publicado o
Regulamento dos Postos de Amador. (Dec. - Lei 36.438).
É eleito Presidente da REP Jaime Varela
Santos (CT1QA)
1949
A “Rádio Altitude” entra em funcionamento
regular.
Entrada em funcionamento do
emissor regional de Faro da “Emissora Nacional”.
1950
A 3 de Abril, após um acordo entre o Centro
Universitário de Lisboa e a “Emissora Nacional”, surge na "Lisboa 2",
em Onda Média, a primeira emissão de "Rádio Universidade". Toda a
emissão que chegou a ter a duração de 70 minutos, era da responsabilidade de
estudantes universitários e pré - universitários de
Lisboa. Inicialmente os estúdios estavam
montados nas águas-furtadas de um edifício na Praça da Flores, perto do Palácio
de S. Bento, tendo mais tarde sido transferidos para a rua D. Estefânia. As
suas emissões terminaram a 25 de Novembro de 1974.
Entrada em funcionamento do
emissor regional de Coimbra da “EN”.
1951
A 15 de Maio, O capitão Jaime Varela
Santos ao meio-dia dá inicio às emissões regulares da “Rádio Ribatejo” (CSB32)
ao som do “Fandango do Ribatejo”.
A 11 de Agosto, início da “Volta a
Portugal” em bicicleta, começa a carreira de "Os Companheiros da
Alegria", realizado por Igrejas Caeiro e transmitido pela Onda Média do
“Rádio Clube Português”. Igrejas Caeiro, havia sido contactado
pelo jornal "Diário do Norte" que nesse ano organizava a
"Volta", para fazer, no final de cada etapa, um espectáculo de variedades.
O popular locutor, deslocou-se a França onde adquiriu um autocarro para
deslocação de toda a sua equipa, contratou dois operadores de som, Álvaro
Espírito Santo e José Manuel Ribas Martins, e
concebeu o espectáculo. A estreia foi no Porto, no Teatro Carlos Alberto.
Os artistas fundadores foram: Belita, Guilherme Kjolner, Luís
Horta, Luís Piçarra, Maria Amélia Marques, Maria Odete Coutinho, Maria de
Lurdes Resende, Maria Pereira, Mimi Gaspar e um
quinteto constituído pelo professor Arnaldo Silvério, Francisco Carvalhinho,
João Aleixo, Luiz Vilar e Martinho da Assunção.
Pode dizer-se que "Os Companheiros da
Alegria" passaram a ter tanto ou mais interesse que a própria
"Volta". O interesse e o apoio do público foram aumentando e do
Quinteto inicial passou-se à Orquestra de Ferrer
Trindade. Nos finais de 1953, Igrejas Caeiro, decide alugar o Teatro da Trindade,
com promessa de compra, com o objectivo de, aproveitando o êxito dos
"Companheiros da Alegria", criar uma companhia de teatro, sem
necessitar de subsídios estatais. Mas nem tudo correu bem. Com lotações
esgotadas para todos os espectáculos de Carnaval e já com marcações para os
dias seguintes, surge o histórico e malfadado despacho ministerial do professor
Costa Leite "Lumbrales", proibindo Igrejas
Caeiro de trabalhar e impedindo, não só os espectáculos, como toda a actividade
que dependesse da Inspecção dos espectáculos. Tudo isto por Igrejas Caeiro ter
dito, numa entrevista concedida ao jornal "Norte Desportivo", em 11
de Fevereiro, que «o pandita Nehru,
era o maior estadista da nossa geração». A partir daí o programa que havia, ao
vivo, galvanizado multidões, passou a ser transmitido a partir dos estúdios do
“RCP”.
Tem início no “RCP” um curioso programa que
teve grande audiência: "Rescaldos da Semana". Era assinado por José
de Oliveira Cosme.
1953
Em Fevereiro, constituiu-se no Porto
a “Sociedade Emissores do Norte Reunidos, Ldª.” que teve como associados a Rádio Porto, Ldª.;
ORSEC, Ldª.; Manuel Moreira & Cia.
Ldª.;
Ideal Rádio, Ldª. E Sá, Quaresma & Cia. Ldª..
Começa a ser transmitida, na onda média do
“Rádio Clube Português”, a "Onda do Optimismo", produzida por Artur
Agostinho. O programa era apresentado por: Artur Agostinho (somente no início,
pois a lei de exclusividade na “Emissora Nacional”, não o permitia), Isabel Wolmar, Jorge Alves, Maria Helena Fialho Gouveia, Gomes Ferreira,
Gina Esteves, João Martins e Fernando Pessa. O
programa iniciou-se a 1 de Janeiro de 1953 e terminou 20 anos depois.
1954
Santos Fernando e Ferro Rodrigues assinam,
na “Emissora Nacional”, um programa que acabou por fazer história:
"Ouvindo as Estrelas". O programa era produzido por Luís Cajão e Nóbrega e Sousa. Tratou-se do primeiro programa de
variedades em estúdio, mas com a assistência de público.
Também na “EN”, Raul Feio é o
responsável pelo programa " Um Conto De Vez em Quando".
É inaugurado oficialmente o Centro Emissor
de Onda Curta de S. Gabriel em Pegões. A “EN” passa a transmitir para o
estrangeiro o seu "Serviço Internacional".
O “Rádio Clube Português” dá início, em
Portugal, às emissões em Frequência Modulada, instalando um emissor, construído
por técnicos da estação, num edifício da rua Joaquim António de Aguiar, onde a
Empresa Philips Portuguesa tinha a sua sede na altura.
O programa "Uma hora de Fantasia"
vem substituir, na “EN”, "Ouvindo as Estrelas". É o regresso à rádio, das variedades
com cheiro a Revista.
No “RCP”, Olavo d'Eça Leal, dá início ao seu "A Ciência e a Arte na
Palma da Mão".
Na “EN” começa a ser
transmitido o programa "As Grandes Figuras da Humanidade", de Miguel Trigueiros.
1955
Surge um programa para jovens na “Emissora
Nacional: "O Arauto", de Noel Arriaga e Odette de Saint-Maurice. Posteriormente, Odette de Saint-Maurice, escreveu e dirigiu "Estrela da Tarde",
"Tempo de Juventude" e "O Falcão". Foram cerca de 20 anos
dedicados a programas para jovens.
Fernando Curado Ribeiro começou a
apresentar no “Rádio Clube Português” o programa "Leitura". “Onde se fala do
que se lê" era a legenda do programa. Durante 20 anos, a voz cuidada de
Fernando Curado Ribeiro, demonstrou que se pode falar de Livros na Rádio e
criar o desejo para a leitura.
1956
A “Emissora Nacional” inaugura os seus dois
primeiros emissores de Frequência Modulada em Lisboa e Lousã.
O “Rádio Clube Português” inaugura o seu
emissor de Onda Média, em Miramar, perto do Porto, com uma potência superior a
50 kw.
Transmissão das primeiras reportagens, em
directo, por ocasião da visita do Chefe do Estado ao Ultramar, efectuadas pela
“Emissora Nacional”.
1958
Efectua-se o arrendamento de uma garagem na
rua Sampaio e Pina, em Lisboa, para instalar os estúdios e demais serviços do
“Rádio Clube Português”. Neste local viriam a funcionar, após a nacionalização
da rádio, os Serviços de Informação da RDP, (RDP1-RDP2-RDP3-RDP4 e RDP -
Internacional).
Actualmente funcionam neste edifício os
estúdios e demais serviços da “Rádio Comercial”.
Surge na “Rádio Renascença” o programa
"Alegria ao Volante", apresentado no emissor do Porto por Daniel
Gonçalves e em Lisboa por Joaquim Pedro.
Aurélio Carlos Moreira,
produz e apresenta com Eduardo Rodrigues na “Rádio Peninsular” e mais tarde na
“Rádio Renascença”, o programa "Passatempo para Jovens", mais tarde
"PAJU". Posteriormente foram apresentadores deste programa, João
Paulo Diniz, Maria Helena Falé, Maria de Lurdes Carvalho, João Vasco Móra, Carlos Ribeiro, Rui Pêgo,
Marcos André e José Candeias.
Começa a ser transmitido pela “Rádio
Renascença”, o programa "23ª Hora", realizada por Joaquim Pedro,
Matos Maia, João Pedro Baptista (o trio criador), João Martins, Armando Marques
Ferreira e Fernando Curado Ribeiro.
1959
Começa a ser transmitido, na “Rádio
Renascença”, o programa "Diário do Ar", realizado por Paulo Cardoso.
Também faziam parte da equipa Fialho Gouveia, Maria Helena Alves, José Manuel
Bento, Aurélio Carlos Moreira e Maria Helena Varela Santos. O programa
assentava em dois pilares importantes: reportagem e informação. O slogan do
programa era "Aquilo que Você gosta é a nossa especialidade!". Durou
até 1963. Em 1964 reapareceu na Frequência Modulada do “Rádio Clube Português”,
com realização de Maria Helena Alves.
No “RCP” tem início o programa "Meia - Noite", produzido e apresentado por António Miguel,
Armando Marques Ferreira (no início) e Fernando Curado Ribeiro, apresentando
ainda Edith Maria, Julieta Fernandes, António Revez, Tany Belo, Manuel Seleiro, Matos Maia e Costa Pereira.
1960
Começa a ser transmitido na Onda Média da
Rádio Renascença o programa "CDC" (Clube das Donas de Casa). Este
programa acabaria na “RR” em 1963, reaparecendo no ano seguinte no “Rádio Clube
Português”, tendo durado até 1974. Armando Marques Ferreira e Victor
Marques foram os realizadores na “RR” e Henrique Mendes e Júlio Isidro no “RCP”. Faziam parte da
equipa, nas duas estações: Dora Maria, Luís Mendonça, Victor Marques, Armando
Marques Ferreira, Maria José Baião, Costa Pereira, Henrique Mendes, Maria João
Aguiar, João David Nunes, Júlio Isidro, Maria Helena d'Eça
Leal, Ana Zanatti e Fernando de Almeida.
1961
Morre
o major Jorge Botelho Moniz, presidente da direcção do “Rádio Clube Português”
e seu fundador com o Eng.º Alberto Lima Bastos.
1962
Experimentalmente começam nos “Emissores do
Norte Reunidos” as primeiras emissões nas madrugadas, de Sexta-feira para
Sábado e de Sábado para Domingo das 02 às 05 horas, com o programa “Enquanto a
noite passa” da responsabilidade da produtora independente “Rádio Record Portuguesa”, de Domingos Parker,
António Ferrer e Jorge José da Silva.
Surge no panorama radiofónico português,
uma equipa de produção que nos anos futuros iria marcar a maneira de fazer
rádio em Portugal. Por iniciativa de Joel Nelson, aparece o “Espaço 3P”
(Produções Publicitárias Portuguesas), que vai recrutar pessoal à Rádio
Universidade e passa a impor um ritmo até aí inexistente. É a este produtor
independente que é dada a inauguração das emissões em estereofonia na rede de
Frequência Modulada do “Rádio Clube Português”, com "O Nosso
Programa", em 1969. Em 1970 iniciam-se as transmissões em directo e ao
vivo a partir de um estúdio móvel montado numa caravana, tendo durante o verão
desse ano sido percorridas as praias de Portugal, de Norte a Sul do país, numa
das mais gigantescas operações jamais realizadas.
Faziam parte da equipa: Luís Laureano
Santos, João David Nunes, Ernesto Carlos Botelho Moniz, Manuel Bravo, Rui Morrison, Fernando Balsinha, Rui Pedro, Jorge Dias, Jaime
Fernandes, Júlio Isidro, Fernando Quinas, Adelino Gomes e José Nuno Martins. O
primeiro programa foi o "Boa Noite em FM", seguindo-se-lhe "O
Nosso Programa", "Boa Noite - Vector" e
"Boa Noite - Vértice".
A 1 de Novembro começa a ser transmitido,
através do emissor de Onda Média de Miramar do”Rádio Clube Português”, o
programa "Carrossel", produzido por Fernando Santos e José Manuel Ribas Martins. Faziam parte da equipa: Maria Eugénia Maia
Marques, Carlos Meleiro, Alfredo Costa (Porto),
Etelvina Lopes de Almeida, Matos Maia, Carlos Manuel, Fernando Peres e Fernando
Quinas.
1963
Entra em funcionamento o novo emissor de
Frequência Modulada” de Lisboa do “Rádio Clube Português”, com programação
independente e tem início a emissão ininterrupta em Onda Média. Desde aí a
frase de identificação da estação passou a ser «Rádio Clube Português... Sempre
no ar... sempre consigo». O “RCP” transmitia 24 horas por dia, só interrompendo
a sua emissão entre as 12 Horas de 6ª Feira Santa e as 12 horas do Sábado de
Aleluia.
1964
Começa a ser transmitido pelo
“Rádio Clube Português”, o programa "Diário Rural" que durou até
1993, ou seja 29 anos. Foi realizado por António Costa Macedo e por falecimento
deste em 1988, por Carlos Rebelo a partir de 1989. Contou sempre com a presença
do célebre "Senhor Messias", natural de "Quadrazais",
figura criada e interpretada por Armando Grilo, técnico de exploração da
estação. Foi o programa pioneiro dedicado exclusivamente aos agricultores.
Começa a ser transmitido em simultâneo
pelos emissores de Onda Média de Lisboa e Miramar, do “Rádio Clube Português”,
o programa "Sintonia 63", realizado por António Miguel e Fernando
Curado Ribeiro. Faziam ainda parte da equipa: Matos Maia, Rui Castelar, Aurélio Carlos Moreira, Joana Santos e Teixeira
Bandeira. Era transmitido da 03H00 às 06H00 e terminou em 1965.
1965
O “Rádio Clube Português” começa a
transmitir, a 1 de Abril, o programa "Em Órbita", realizado por Jorge
Gil, e produzido por Jorge Gil, Pedro Albergaria, Diogo Saraiva e Sousa e João Alexandre. Criar
"Gosto" (como a qualidade que reúne todas as outras) e a procura de
novas formas de "Dizer radiofónico", constituem as duas únicas linhas
onde se inscreve o horizonte comum a toda a vida do "Em Órbita". Os
apresentadores foram, ao longo dos tempos: Pedro Castelo, Cândido Mota, Jorge
Dias, Jaime Fernandes, Fernando Quinas e João David Nunes.
1966
Nos dias 9 e 10 de Julho, realiza-se em
Coimbra o I Encontro Internacional de Radioamadores.
Mais uma vez
o “Rádio Clube Português” inova e faz a primeira reportagem utilizando um
helicóptero. Esta reportagem foi feita por Luís Filipe Costa, na cobertura do
Circuito Automobilístico de Monsanto.
A “Emissora Nacional” adquire um novo
edifício para instalar o seu departamento técnico, na Av. Duarte Pacheco, 5, em
Lisboa.
Entram em funcionamento 4 emissores de onda
curta de 100 kw, no Centro Emissor de Pegões da “EN”.
O “Rádio Clube Português” inaugura o seu
novo centro emissor de Onda Média em Porto Alto, com um emissor de 120 kw, denominado Centro Jorge Botelho Moniz, em substituição
do Centro Emissor de Parede.
1967
Vítor Espadinha, que residiu em Londres 12
anos, traz para a rádio em Portugal a irreverência da “Radio
Caroline”, uma estação pirata inglesa. O seu
programa “Europa” não foi lá muito bem visto pelo governo e pela igreja.
Carlos Cruz, Fialho Gouveia e Paulo
Cardoso, realizam o programa "PBX" para transmissão na onda média do
“Rádio Clube Português”.
Faziam ainda parte da equipa: José Nuno Martins, Joaquim Furtado,
Adelino Gomes, Luís Filipe Costa, João Alferes Gonçalves, Rui Pedro, João Paulo
Guerra e Paulo Morais.
Aquando das grandes inundações de Lisboa,
em 1968, o trabalho de reportagem e de cobertura do acontecimento foi de tal
ordem que o programa acabou por se transformar numa espécie de centro de
informações e de comunicações. Nesta altura a equipa acabou por ser reforçada
pelos repórteres do Serviço de Noticiários do “RCP”.
Se houve programa que "mexesse"
com as pessoas, sem dúvida que foi "Os Intocáveis", realizado e
apresentado por Paulo Fernando. Todas as quintas -
feiras, o apresentador criticava um disco ou uma música acabada de sair e no
final, justificando sempre as suas razões, partia o disco em directo e ao vivo.
Tem início, na onda média do “RCP”, o
programa "Tempo Zip", realizado por Carlos Cruz e Fialho Gouveia.
Faziam ainda parte da equipa: João Paulo Guerra, Joaquim Furtado e José Nuno
Martins. As transmissões através do “RCP” duraram até Outubro de 1968. O
programa quis manter o élan criado pelo
programa "ZIP ZIP", dos mesmos
realizadores, que havia terminado na “Radiotelevisão Portuguesa”. O programa só
acabou por se definir quando passou a ser transmitido, a partir de 1970, pela
“Rádio Renascença”, onde esteve até 1972.
Neste mesmo ano, inovaram a cobertura do
Circuito Automóvel de Vila Real, fazendo a reportagem em simultâneo de um
estúdio instalado no perímetro do circuito, de um helicóptero e de um dos automóveis
concorrentes. O corredor escolhido foi Francisco Santos que através de um
radiotelefone instalado a bordo, ia comentando a corrida, vista do interior. Só
que, porque a ideia surgiu à última hora, não foi possível, durante a
madrugada, arranjar um interruptor que permitisse ligar e desligar o microfone,
por isso foi utilizado o microfone habitual do aparelho. Quando os comissários
de pista descobriram que Francisco Santos só podia conduzir com uma das mãos,
tomaram a atitude sensata de o mandar "encostar à box" e foi a
desclassificação.
1968
Morre Alberto Lima Bastos, Presidente da
Direcção do “Rádio Clube Português” e seu fundador com Jorge Botelho Moniz.
Começa a ser transmitido a 2 de Janeiro,
pela onda média da “Rádio Renascença”, o programa "Página Um",
realizado e apresentado por José Manuel Nunes e Luís Paixão Martins. Faziam
parte da equipa para além dos realizadores: Adelino Gomes, Homero
Cardoso, Fernando Santos, Fernando Tenente, Amaral Marques, Maria Emília
Correia, Fernando Cascais, Viriato Dias, Joaquim Letria, António Cartaxo e
António Borga, os três últimos da BBC, elementos da Voz da América e da Deutche Welle, Rui Pedro, Artur Albarran, Moreno Pinto e José Videira. O programa
conciliava a reportagem do quotidiano lisboeta do fait-diver,
mas aos poucos, foi-se especializando para abordar as questões políticas e
sociais. O governo chegou a suspender a transmissão do programa durante um mês
e dez dias. Uma ocasião, o programa organizou um grande espectáculo musical, no
Colégio dos Salesianos do Estoril, em que participou o extinto Conjunto 1111 e
que começou logo após a hora do almoço e se prolongou até cerca da hora do
jantar. Sem qualquer aviso, sem qualquer razão ou motivo, a meio da tarde, a
Polícia de Choque invade o Colégio e os seus elementos começam a bater,
indiscriminadamente, em quem encontravam pela frente, atiçando os cães a tudo o
que mexesse. Foi assim que muitas pessoas que se encontravam na Arcadas do
Estoril, ou que passavam pelas cercanias, foram espancadas, inclusive mulheres
grávidas, idosos e até turistas. Naturalmente que tal violência provocou enorme
indignação (um dos filhos do professor Marcelo Caetano foi fortemente
espancado) e muitas famílias da zona, bem posicionadas, lavraram o seu forte
protesto. O resultado foi, apenas, a transferência do capitão Maltês. Naqueles
tempos a rádio mexia com o sistema, era saudavelmente incómoda e os programas
não se limitavam a ser gira-discos.
1969
O produtor independente “Espaço 3P”
inaugura as emissões em estereofonia do Rádio Clube Português com “O nosso
programa”.
1970
Na Onda Média da “Alfabeta” (“Rádio
Peninsular” e “Rádio Voz de Lisboa”), tem início o
programa "1-8-0", realizado por Paulo Medeiros. Faziam ainda parte da
equipa: Angelo Granja, João Paulo Diniz, Carlos
Duarte, Cândido Mota, Fernando de Almeida e todos os correspondentes, no país e
no estrangeiro, do agora extinto "Diário Popular". Programa fundamentalmente assente na
informação e na música, privilegiando a música portuguesa e os artistas
portugueses. Como as verbas para a produção não eram muitas, por vezes era
necessário recorrer ao engenho para ultrapassar dificuldades e tentar alguma
originalidade. Foi o que aconteceu no dia seguinte ao “Rádio Clube Português”
ter realizado a primeira reportagem em directo de bordo do seu avião. Nessa
noite, os homens do "1-8-0", decidiram fazer uma reportagem
semelhante... mas do elevador do prédio onde estavam instalados os estúdios.
1971
Aparece na onda média do “Rádio Clube Português”,
o programa "Movimento", realizado por Fialho Gouveia e apresentado
pelo realizador e por Duarte Ferreira e Orlando Dias Agudo. Programa dedicado à
reportagem e à entrevista, tinha dois operadores
permanentes e fixos, Manuel Pascoal e António Ricardo. A reportagem feita
através de circuitos telefónicos ou dos rádio -
telefones instalados nos carros do “RCP”, obrigava a um trabalho exaustivo,
grandes correrias e nervos à flor da pele.
Por isso se dizia: "Estamos sempre em movimento durante estas três
horas de rádio".
1974
País estava mergulhado no obscurantismo da
ditadura, a guerra colonial fazia as misérias do povo, vivia-se ao nível do
terceiro mundo enquanto que, aqui ao lado, a Europa se desenvolvia a passos
largos.
Com este cenário às 3 horas e 12 minutos do
dia 25 de Abril, um grupo de militares ocupa os estúdios de Lisboa do
“Rádio Clube Português”, transformando-o no "Posto de Comando do Movimento
das Forças Armadas".
1975
São nacionalizadas as rádios em Portugal,
com excepção da “Rádio Renascença”, “Rádio Altitude” e da “Rádio Pólo Norte”
que se passaria a chamar mais tarde “Rádio Clube do Centro- Emissora das Beiras”.
Com a nacionalização das rádios em
Portugal, é criada a “E. P. R. - Empresa Publica de
Radiodifusão”.
1976
A “Emissora Nacional” passa a designar-se
por “R.D.P.- Radiodifusão Portuguesa”.
1977
Começam a aparecer as primeiras “rádios
piratas” em Portugal. A “Rádio Juventude” começa a emitir clandestinamente a
partir de Odivelas.
1978
A 12 de Dezembro aconteceu a
primeira greve dos jornalistas de rádio e a segunda dos jornalistas em geral
(Imprensa e Televisão). Este era apenas um acto simbólico, já que a paralisação
só teve a duração de uma hora. Os jornalistas de rádio paralisaram entre as 09h
e as 10h, no turno da manhã, e entre as 17h30 e as 18h30, no turno da tarde. A
greve teve uma adesão da ordem dos 100%.
1979
Ano do aparecimento, na “Rádio
Comercial", de quatro programas que marcaram a rádio da época: "A Grafonola
Ideal" e "A Febre de Sábado de Manhã", de Júlio Isidro,
"Flor do Éter", de Herman José e "O
Passageiro da Noite", de Cândido Mota.
1981
Em Março é feito o primeiro
pedido de licenciamento da “TSF - Rádio Jornal”,
(hoje”TSF - Rádio Noticias”).
Surge na “RDP”, "Onda Verde", que
se manterá por dois anos. É o primeiro programa a tratar a fundo os problemas
rodoviários, sendo realizado por Gabriel Alves com apresentação de Carlos
Ventura e Armando Carvalheda.
1982
Após um aumento discreto desde 1977, outras
estações piratas de radiodifusão, vão aparecendo em Portugal. "Rádio
Antena Livre", em Abrantes, "Rádio Universo", em Vila Nova de
Gaia, "Rádio Nova Era", em Vila Nova de Gaia, "Rádio Livre
Internacional", em Lisboa e Coimbra, "Rádio Hertz", em Tomar e
muitas outras. Há notícias de que terão estado em funcionamento, entre 1977 e
1988, perto de 800 estações piratas de radiodifusão.
1983
Três novos programas passam a ser
transmitidos pela “Rádio Comercial”: "Som da Frente", de António
Sérgio, "Trópico de Dança", de João David Nunes, Paulo Augusto e
Miguel Esteves Cardoso e "Pretérito Quase Perfeito" de Rui Morrison e Paulo Augusto.
Em Junho faz-se o 1º. Encontro
Nacional de Rádios Livres Portuguesas, em Canelas, Vila Nova de Gaia.
1984
A 13 de Fevereiro o governo de então
autoriza a primeira rádio norte-americana a emitir em Portugal com o indicativo
oficial “CSB-506”.
É
publicado, finalmente, o Decreto - Lei 167/84 de 22 de
Maio, que institui o Estatuto da Radiodifusão Portuguesa, EP.
A 17 de Junho começam as
emissões experimentais da “TSF - Rádio Jornal”, só em
Lisboa e não legalizada.
1985
Na “RDP” tem início o programa "Som da
Malta", emissões ao vivo em espectáculos por quase todo o país, com parte
da Orquestra Ligeira da “RDP”, dirigida por Pedro Osório. Realização e
apresentação de Armando Carvalheda.
1986
É atingido o pico de rádios piratas em
Portugal.
Estreiam-se na “Rádio Comercial”, um novo
programa de Herman José: "Rebéubéu
Pardais ao Ninho", outro de Luís Filipe Barros, "Rock em Stock"
e em Novembro começa a apresentar "À Volta da Meia -
Noite".
1987
A “Rádio Renascença” inaugura outro canal
nacional em F.M. estéreo: A “RFM”.
A 11 de
Março, surge a Lei Quadro de Licenciamento de Estações
Emissoras de Radiodifusão (Lei 8/87).
A 25 de Abril inicia-se o I Congresso de
rádios Livres, em Estrasburgo, com a participação de 11 Países europeus e 89
participantes representando cerca de 300 estações emissoras. Portugal esteve
representado pelo presidente do Centro de Formação de Jornalistas, Luís
Humberto.
É constituído em Maio o
Instituto de Rádios Locais, são fundadoras 14 rádios "livres".
1988
A 29 de Fevereiro iniciam-se as
emissões regulares da “TSF - Rádio Jornal”. «Paz no
fisco durante três meses» foi a primeira frase dita por António Macedo no
primeiro noticiário emitido às 07 horas.
Calcula-se que neste ano emitam clandestinamente
entre 500 e 800 rádios.
Processo de legalização das “rádios
piratas” portuguesas. Para participarem na legalização, as emissoras teriam de
deixar de emitir a 24 de Dezembro. Todas as rádios "Piratas"
encerraram, centenas nunca mais voltaram a emitir, só seriam legalizadas cerca
de 40%.
1989
Rui Morrison põe
de pé mais uma aposta da “RDP - Rádio Comercial”,
"Morrison Hotel" e José Duarte, convida:
"A Menina Dança?", também na “RC”.
1990
Nos dias 17 e 18 de Fevereiro é
efectuado o 1º. Congresso Nacional de Radiodifusão.
Em Maio o Instituto das Rádios
Locais muda de nome e passa a designar-se por Associação Portuguesa de
Radiodifusão.
1991
Na “RDP - Antena
1”, Luís Garlito, realiza e apresenta com Maria
Helena d'Eça Leal, "A Minha Amiga Rádio",
programa evocativo do que foi a rádio desde os primeiros tempos, com
testemunhos daqueles que viveram esses tempos.
Recordam-se as músicas e os intérpretes, sabem-se histórias que nunca haviam
sido contadas.
No dia 1 de Maio é fundada por 31
estações emissoras com a “Rádio Renascença” à cabeça a A.R.I.C. - Associação de Rádios de Inspiração Cristã.
1993
A “Rádio Comercial”, herdeira do “Rádio
Clube Português”, é privatizada. Tinha estado até esta data integrada na “RDP”.
1998
Durante a “Expo 98” de Lisboa, a “RDP”
inicia as emissões em Digital Audio Broadcasting.
2003
Em Março, a Media Capital inaugura
uma nova emissora com o nome de “Rádio Clube Português”, utilizando para isso
as frequências da ex – “Rádio Correio da Manhã” no Sul e algumas rádios locais
a Norte.
Embora use o nome do “RCP”, e se afirme
como fundada em 1931, está muito longe do desempenho do “Rádio Clube Português”
de Jorge Botelho Moniz e de Alberto Lima Basto.
A esta cronologia
estão sempre a ser acrescentados dados. A actualização é permanente. Se tiver
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Ultima actualização: 21 de Maio de 2010